Muito já se falou sobre a legalização dos bingos em território nacional.

Recorrentemente são veiculadas matérias denunciando máquinas em fundos de estabelecimentos comerciais, a dura vida de ludopatas (assim chamados os portadores do vício do jogo) que perderam tudo, crimes envolvendo jogo ilegais. Material parcial e oportuno, a serviço dos detentores do poder, igreja e outros interessados em manter a atividade na clandestinidade.

Poucas são as fontes formadoras de opinião que tratam a questão do jogo de forma imparcial, sem preconceitos.

É por isso que estamos aqui. Queremos aprofundar o nível da discussão. Lutamos para abrir os olhos da sociedade brasileira a um tema, legalização dos bingos, amplamente debatido mundo afora.

Não vamos negar os malefícios que o jogo pode trazer a vida de qualquer pessoa com alguma propensão obsessiva. Temos consciência que, assim como a bebida pode levar ao alcoolismo e um simples analgésico pode iniciar uma dependência, o jogo de bingo tem poder de trazer problemas ao indivíduo com tendências obsessivas.

A todos estes que portam alcoolismo, dependência química, ludopatia, e tantas outras formas nocivas de comportamento, desejamos que busquem o equilíbrio junto a entidades assistenciais, amigos e familiares.

Estudos indicam que apenas 1% dos jogadores de bingo possuem tendências obsessivas, muitas vezes associados com outros vícios. Esta é uma verdade que a mídia parece não dar importância, tratando todos os apreciadores do jogo como doentes. É conveniente para poucos não discutir a legalização dos bingos.

Sobre o poder devastador do Bingo na sociedade, gostaria de deixar algumas perguntas abertas a reflexões. Tirem suas próprias conclusões.

Em maio de 2007, ao se proibir a atividade comercial de exploração de jogos de bingo através da Súmula Vinculante 2, 340.000 trabalhadores ficaram sem emprego. Isso sem contar com os que trabalhavam em empresas de apoio, como gráficas que imprimiam cartelas, serviços terceirizados, etc. Qual foi o prejuízo social que estas famílias sofreram e sofrem ao perder, para muitos, o trabalho mais qualificado que tiveram? Uma longa cadeia de pessoas sofrem a consequência do adiamento constante da legalização dos bingos.

Outro ponto é a ligação comumente estabelecida entre Bingos e lavagem de dinheiro. Em uma situação de legalização, o governo teria capacidade de criar mecanismos de controle e fiscalização. Por que não há esse debate em torno de outras atividades hoje legalizadas, como estacionamentos e hotéis? Ou seja, a lavagem de dinheiro somente é proibida quando envolve atividade de jogo?

Nosso país perde a oportunidade de reter pelo menos 1 bilhão de reais em nossa economia a cada ano que a atividade permanece proibida. Esse é o valor estimado que turistas brasileiros deixam anualmente em viagens de jogo nos países vizinhos, principalmente Uruguai, Paraguai, Chile e Argentina. Isso sem falar do Bingo Online e dos cruzeiros, que vem ganhando popularidade neste público. As roletas começam a rodar sem impedimentos assim que a embarcação se distancia da costa.

Acorda Brasil! A legalização dos bingos não deixaria espaço para grupos criminosos, geraria divisas ao país e empregos.