O Brasil já viveu épocas de glamour com a presença dos Cassinos em seu território. Em 1933, o então presidente Getúlio Vargas promulgou a legalização do jogo associado ao espetáculo de arte, impulsionando a indústria do turismo, a economia e empregando milhares de pessoas.

As roletas giraram sem parar em quase todos os estados do país. Só na cidade mineira de Poços de Caldas existiam 20 grandes cassinos que lhe valeram o apelido de “Las Vegas brasileira”. Foram anos de sucesso, luxo e lucros milionários até que em 1946, o presidente Gaspar Dutra assinou o decreto lei proibindo a prática ou exploração de jogos de azar em todo o território nacional. Era o fim da legalização do jogo no país.

Legalização no Brasil

Atualmente, alguns setores da sociedade brasileira defendem a legalização dos jogos de azar. Durante casino online audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado Federal, realizada na última semana, o ministro do Turismo, Vinicius Lages, sugeriu que a legalização dos jogos pode ser uma fonte de financiamento para casino pa natet o turismo no país. Ele mencionou o exemplo de Macau (China), que liberou os jogos e hoje já obtém faturamentos superiores aos de Las Vegas, nos Estados Unidos.

O senador Antônio Anastasia (PSDB – MG) destacou o estado de Minas Gerais que até a década de 50 do século passado, era o grande destino turístico do Brasil, em razão do termalismo das estâncias e do jogo. “A legalização dos jogos pode impulsionar o turismo assim como a loteria esportiva e os diferentes jogos financiam o esporte e atividades educacionais. É preciso observar o que o que outros países já fizeram e, com responsabilidade, fazer com que esse investimento se reverta em favor do turismo” concluiu o ministro.

O exemplo que vem da Ásia

Macau cresceu de forma impetuosa na última década, e outro surto de expansão segue a pleno vapor enquanto alguns dos maiores operadores de cassino do mundo fazem suas apostas no amor chinês pelo jogo. Ao contrário de Las Vegas, Macau está longe de ser um destino global. Menos de 1% de seus turistas vieram de fora da Ásia. Do total, 60% são da própria China. A legalização tornou Macau a maior renda per capita da Ásia, superando Tóquio, Hong Kong e Cingapura.