Por meio deste blog tenho contato diário com dezenas de pessoas que torcem pelo retorno dos bingos no Brasil.

Metade do público é composto de ex-funcionários das casas e a outra metade, de amigos apreciadores do jogo. O que une estes dois grupos é a vontade de ver as casas de bingo reabrindo. E esta vontade move todas estas pessoas por uma busca diária por informações.

Infelizmente a grande mídia não tem cumprido o seu papel, apresentando quase sempre matérias tendenciosas, parciais e superficiais, contrárias a regulamentação. As poucas exceções aos casos policiais são divulgações de eventos de bingos beneficentes.

Confesso que não tenho muito claro se atualmente um cidadão brasileiro pode realizar rodadas de bingo beneficente, já que a rigor, pelos critérios da lei, esta modalidade também se enquadraria como jogo de azar (sorteio aleatório onde as habilidades do jogador não influencia no resultado). Afinal, poucos jogos teriam uma devolução mais baixa do que um bingo beneficente, já que a contribuição financeira em prol de alguma atividade é o que motiva os jogadores a participarem.

Devaneios a parte, minha interpretação é que o poder público faz vista grossa para esta atividade. Não poderia ser diferente para algo com grande apelo cultural e histórico. O terceiro setor agradece e segue financiando diversas ações sociais utilizando esta ferramenta arrecadatória.

Resumindo, o bingo que financia o novo sino da igreja da cidade, está liberado. Já o bingo que aumenta o orçamento para saúde e educação por meio de arrecadação de impostos, é coisa do satanás. Nem preciso dizer que todos deveriam estar liberados.

Apesar de não ter participado de nenhum recentemente, adoro receber convites de bingos beneficentes. É gratificante saber que existe algo sendo feito que promove o bem e indiretamente preserva nossa cultura e história.